quinta-feira, 8 de abril de 2010

2º Trimestre de 2010 - JEREMIAS -Esperança em tempos de crise.




Lição 1
04 de abril de 2010

JEREMIAS, O PROFETA DA ESPERANÇA

TEXTO ÁUREO

"Mas o SENHOR me disse: Não digas: Eu sou uma criança; porque, aonde quer que eu te enviar, irás; e tudo quanto te mandar dirás"
(Jr 1.7).

VERDADE PRÁTICA
A missão do homem de Deus é inegociável. Ele foi chamado para cuidar dos interesses do Todo-Poderoso, e proclamar com isenção e coragem a sua Palavra.

Leitura Bíblica em classe:

Jeremias 1:1-10
1-PALAVRAS de Jeremias, filho de Hilquias, um dos sacerdotes que estavam em Anatote, na terra de Benjamim;
2-Ao qual veio a palavra do SENHOR, nos dias de Josias, filho de Amom, rei de Judá, no décimo terceiro ano do seu reinado.
3-E lhe veio também nos dias de Jeoiaquim, filho de Josias, rei de Judá, até ao fim do ano undécimo de Zedequias, filho de Josias, rei de Judá, até que Jerusalém foi levada em cativeiro no quinto mês.
4-Assim veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
5-Antes que te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei; às nações te dei por profeta.
6 - Então disse eu: Ah, Senhor DEUS! Eis que não sei falar; porque ainda sou um menino.
7 - Mas o SENHOR me disse: Não digas: Eu sou um menino; porque a todos a quem eu te enviar, irás; e tudo quanto te mandar, falarás.
8 - Não temas diante deles; porque estou contigo para te livrar, diz o SENHOR.
9 - E estendeu o SENHOR a sua mão, e tocou-me na boca; e disse-me o SENHOR: Eis que ponho as minhas palavras na tua boca;
10 - Olha, ponho-te neste dia sobre as nações, e sobre os reinos, para arrancares, e para derrubares, e para destruíres, e para arruinares; e também para edificares e para plantares.


JEREMIAS, O PROFETA DAS LÁGRIMAS
Cidade Natal
Anatote.
Filiação:
Filho de Hilquias, sacerdote em Anatote.
Reis contemporâneos:
Jeoaquim, Zedequias, Habacuque e Sofonias (Jr 1.3).
Destinatários de suas mensagens:
Judá (o Reino do Sul) e sua capital, Jerusalém.
Lugares-chaves em sua vida:
Anatote, Jerusalém, Ramá e Egito.
Dores e sofrimentos:



  • Lançado na prisão (Jr 37)
  • Lançado em uma cisterna (Jr 38)
  • Levado para o Egito contra sua vontade (Jr 43)
  • Rejeitado por seus vizinhos (Jr 11.19-21)
  • Rejeitado por sua família (Jr 12.6)
  • Rejeitado pelos sacerdotes (Jr 20.1,2)
  • Rejeitado por seu público público (Jr 26.8)
  • Rejeitado pelos reis (Jr 36.23,26)

Palavra Chave: Vocação



Do lat. vocatione.
Talento, aptidão.
Jeremias foi vocacionado pelo Senhor quando ainda estava no ventre de sua mãe. .


REFLEXÃO
"Como Jeremias, coloque a sua confiança em Deus para ir adiante de você, sossegue os seus medos e use o poder transformador de Deus para tornar as suas limitação em possibilidades ilimitadas." Jim George

INTRODUÇÃO

"Vigoroso na batalha, desafiou e contestou a injustiça, a falsidade e a vilania". Assim Eugene H. Peterson busca descrever o caráter do mais sofrido dos mensageiros de Jeová. O profeta das lágrimas, como Jeremias é conhecido, tudo fez por reconduzir seus contemporâneos aos caminhos do Senhor. Suas advertências, infelizmente, não encontraram guarida no coração dos judeus. Diante da apostasia destes, o profeta é obrigado a suportar o insuportável:
"Atendei e vede se há dor como a minha dor" (Lm 1.12).
No transcorrer deste trimestre, estará você acompanhando os principais lances do ministério daquele que é considerado o mais introspectivo dos profetas do Senhor. Ele viveu num tempo que, em nada, diferia do nosso, quanto à falta de fé em Deus (cf. Lc 18.8), e ao desinteresse pelo cultivo da íntima comunhão com o Eterno. Que Deus nos ajude a absorver o exemplo santo e edificante de Jeremias.

I. A ORIGEM SACERDOTAL DO PROFETA JEREMIAS

Nascido na cidade sacerdotal de Anatote, que distava uns seis quilômetros a nordeste de Jerusalém, o profeta Jeremias exerceu o seu ministério entre 626 a 586 a.C. Pela sua linhagem, poderia ter exercido o ofício levítico, que lhe teria proporcionado prestígio e segurança. Em Israel, diz Flávio Josefo, os sacerdotes eram honrados como se pertencessem à nobreza.
Contemporâneo dos reis Josias, Jeoaquim e Zedequias (Jr 1.3), Jeremias profetizou no período mais crítico da história de Israel.
Querido irmão, não se deixe abater nem esfriar-se na fé ante a decadência moral e espiritual deste século. Cumpra a missão que lhe confiou o Senhor em Cristo Jesus; porte-se como homem de Deus - resoluto e vencedor. Aja com denodo e coragem, buscando sempre agradar, em tudo, aquEle que o salvou e o convocou para a peleja. Jamais se furte à verdade do evangelho; aja como fiel testemunha de Nosso Senhor Jesus Cristo.

II. A VOCAÇÃO DE JEREMIAS

1. O jovem Jeremias. Não sabemos a idade de Jeremias, quando Deus o chamou para o ministério profético. Vinte e um anos? Ou era ele um típico adolescente levítico que sonhava exercer o ministério do altar?
A Bíblia limita-se a informar que não passava ele de uma criança (Jr 1.6). O vocábulo hebraico nafar tem ampla conotação; tanto pode significar menino, adolescente ou jovem. De qualquer forma, foi o profeta vocacionado por Deus ainda na flor de seus dias, para que viesse a florescer serviços e frutificar devoções ao Santo de Israel.
Obreiro de Cristo, disponha-se. Apresente-se ao Senhor da Seara, e continue em sua presença. Ele precisa de seu trabalho. É o tempo de segar!
2. O chamamento de Jeremias. Eis como o Senhor vocacionou o jovem de Anatote: "Antes que eu te formasse no ventre, eu te conheci; e, antes que saísses da madre, te santifiquei e às nações te dei por profeta" (Jr 1.5).
Três coisas fez o Senhor em relação a Jeremias: conheceu-o, santificou-o e o deu às nações. O profeta ainda não existia, mas já era conhecido por Deus; ainda não estava ciente de sua missão, porém já se achava santificado para o ministério; ainda não sabia falar, todavia, o Senhor já o tinha dado aos povos como arauto.
Jeremias assusta-se; quer recuar. Sobre a reação do profeta, escreve F. B. Meyer: "Jeremias era muito jovem e tentou esquivar-se da grande missão a ele confiada. Os mais nobres sempre agem assim" (cf. Êx 4.10). Mais adiante, conclui o erudito: "Sempre que Ele nos dá uma comissão, assume a responsabilidade da sua execução em nós, conosco, ou através de nós".
Você se sente assustado diante da missão que lhe confiou o Senhor? Não se acha capaz? Ânimo! Nossa capacidade vem do Senhor. Entregue-se inteiramente a Deus; Ele é responsável por você e por mim.
3. A incapacidade de Jeremias. Se não sei falar, como ser mensageiro de Jeová? Como ser o seu porta-voz se não tenho voz? Foi a escusa que Jeremias apresentou ao Senhor: "Ah! Senhor JEOVÁ! Eis que não sei falar; porque sou uma criança" (Jr 1.6).
Talvez esteja você apresentando as mesmas alegações ao Senhor. Ele o chamou para o ministério; você se acha incapaz. Aliás, diante dos desafios de Deus, quem se sente apto? Conforte-se nestas palavras do apóstolo Paulo: "E é por Cristo que temos tal confiança em Deus; não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus" (2 Co 3.4,5).
Ao jovem profeta, responde Jeová: "Não digas: Eu sou uma criança; porque, aonde quer que eu te enviar, irás; e tudo quanto te mandar dirás. Não temas diante deles, porque eu sou contigo para te livrar, diz o SENHOR" (Jr 1.7,8). Em seguida, o Senhor toca-lhe os lábios: "Eis que ponho as minhas palavras na tua boca" (Jr 1.9).
A partir desse momento, estava Jeremias não somente comissionado, mas plenamente capacitado por Deus a exercer o ministério. Do Senhor, recebe ele o mandato: "Olha, ponho-te neste dia sobre as nações e sobre os reinos, para arrancares, e para derribares, e para destruíres, e para arruinares; e também para edificares e para plantares" (Jr 1.10).
Como um jovem tão gentil e tenro poderia desempenhar semelhante missão? Não importa; nossa capacidade vem de Deus! (Leia com atenção Atos 1.8). Lembro-me de um corinho que ouvia lá pelas décadas de 60 e 70 na Assembleia de Deus em São Bernardo do Campo: "Uma mensagem revestida de poder/Uma mensagem com poder pentecostal/Uma mensagem pode converter o mundo/Uma mensagem com poder celestial".
Você já foi batizado no Espírito Santo? Já foi revestido do poder do alto? Vive na plenitude do Espírito? É hora de buscar a prometida unção. O evangelista Stanley Jones afirmou mui acertadamente: "A vida do cristão começa no Calvário, mas o trabalho eficiente, no Pentecostes".

III. O ESTADO CIVIL DE JEREMIAS

Devido às urgências daquele tempo e das tormentas que se avizinhavam, ordenou-lhe o Senhor: "Não tomarás para ti mulher, nem terás filhos nem filhas neste lugar. Porque assim diz o SENHOR acerca dos filhos e das filhas que nascerem neste lugar, acerca de suas mães que os tiverem e de seus pais que os gerarem nesta terra" (Jr 16.2,3).
Jovem, você tem realmente uma chamada divina para o santo ministério? Não se case fora da direção de Deus. Tenha uma vida pura e santa. Que o seu namoro, noivado e casamento glorifiquem o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo. Não são poucos os ministérios arruinados em consequência de casamentos movidos única e exclusivamente pela paixão carnal.

IV. A POSTURA PROFÉTICA DE JEREMIAS|

Jeremias não fora chamado para ser homem do povo. Não era populista nem popular; não era obcecado por índices de aceitação nem estava preocupado com o marketing pessoal. Também não achava que a voz do povo era a voz de Deus. A voz de Deus era e continua a ser a Palavra de Deus - a Bíblia Sagrada.
Consciente de sua chamada, Jeremias adotou uma posição que viria a desagradar à nobreza e ao povo. Mas que poderia ele fazer? Naquele momento, não havia alternativas: se agradasse aos poderosos de Judá viria a desagradar ao Todo-Poderoso de Israel.
A quem estamos agradando? Se nos fizermos amigos do mundo, teremos a Deus como opositor. É chegado o momento de os arautos de Cristo proclamarmos, com mais intrepidez e perseverança,"todo o conselho de Deus" (At 20.27). Quer nos ouçam, quer nos deixem de ouvir, saberão todos que neste mundo há um povo sacerdotal e profético - a Igreja de Deus, cujo único compromisso é pregar o evangelho completo a toda criatura, em toda a parte (1 Pe 2.9; Mc 16.15).

CONCLUSÃO

Mesmo sob as mais duras e inumanas condições, Jeremias cumpriu fielmente o seu ministério; falou a Palavra de Deus; combateu as iniquidades e conclamou a nação ao arrependimento. Em nenhum momento, recuou. Mostrou-se, em tudo, um autêntico homem de Deus.
Que o exemplo de Jeremias inspire a presente geração a ter um compromisso mais firme com a Palavra de Deus. Oremos para que o Senhor levante homens como Jeremias, que não se amedrontem diante dos adversários. Homens que não estejam preocupados com a popularidade, e sim em agradar a Cristo, nosso Salvador e Senhor, que se entregou por todos nós.


Lição 2
11 de abril de 2010

OS PERIGOS DO DESVIO ESPIRITUAL

TEXTO ÁUREO
"Porque o meu povo fez duas maldades: a mim me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram cisternas, cisternas rotas, que não retêm as águas"
(Jr 2.13).

VERDADE PRÁTICA

Não podemos compactuar com a apostasia. Ela tem de ser erradicada de entre o povo de Deus, para que não venhamos a perecer em nossos pecados.

Leitura Bíblica em Classe:
Jr 2:1-7,12,13

1 - E VEIO a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
2 - Vai, e clama aos ouvidos de Jerusalém, dizendo: Assim diz o SENHOR: Lembro-me de ti, da piedade da tua mocidade, e do amor do teu noivado, quando me seguias no deserto, numa terra que não se semeava.
3 - Então Israel era santidade para o SENHOR, e as primícias da sua novidade; todos os que o devoravam eram tidos por culpados; o mal vinha sobre eles, diz o SENHOR.
4 - Ouvi a palavra do SENHOR, ó casa de Jacó, e todas as famílias da casa de Israel;
5 - Assim diz o SENHOR: Que injustiça acharam vossos pais em mim, para se afastarem de mim, indo após a vaidade, e tornando-se levianos?
6 - E não disseram: Onde está o SENHOR, que nos fez subir da terra do Egito, que nos guiou através do deserto, por uma terra árida, e de covas, por uma terra de sequidão e sombra de morte, por uma terra pela qual ninguém transitava, e na qual não morava homem algum?
7 - E eu vos introduzi numa terra fértil, para comerdes o seu fruto e o seu bem; mas quando nela entrastes contaminastes a minha terra, e da minha herança fizestes uma abominação.
12 - Espantai-vos disto, ó céus, e horrorizai-vos! Ficai verdadeiramente desolados, diz o SENHOR.
13 - Porque o meu povo fez duas maldades: a mim me deixaram, o manancial de águas vivas, e cavaram cisternas, cisternas rotas, que não retêm águas.

A MENSAGEM DE JEREMIAS
Ambiente da época
  • A sociedade estava se deteriorando econômica, política e espiritualmente.
  • As guerras dominavam o cenário mundial.
  • A Palavra de Deus era considerada ofensiva.
Mensagem principal
  • O arrependimento adiaria o iminente juízo de Judá executado pelas "mãos" da Babilônia.
Importância da mensagem
  • O arrependimento é uma das maiores necessidades em nosso mundo imoral.
  • As promessas de Deus para aqueles que são fiéis brilham vigorosamente, trazendo esperança para o amanhã e forças para hoje.
Palavra Chave: Apostasia
Do gr. apostásis, afastamento, abandono premeditado e consciente da fé cristã.

REFLEXÃO
"Estejamos preparados a fim de expor com ousadia e integridade todo o conselho de Deus" Claudionor de Andrade

INTRODUÇÃO
Não obstante as reprimendas e protestos de Jeremias, os judeus continuavam a viver como se Deus não existisse. Escarneciam eles do Senhor, alegando que Ele não faz bem, nem mal. Do rei ao mais humilde dos súditos, achavam-se todos indiferentes ao Eterno e à sua Palavra. Em consequência de sua apostasia, seriam eles exilados de sua terra e passariam a viver insuportáveis provações. A advertência do profeta era não somente clara, mas explícita. Os judeus, porém, teimavam em seus pecados.
Será que não estamos incorrendo no mesmo erro?
Estamos nós vivendo como se Deus não existisse? Não terá chegado o momento de buscarmos um avivamento real e abrangente? Um avivamento que nos constranja a voltar à manjedoura, ao Calvário e ao cenáculo?
Neste domingo, veremos como o profeta repreendeu a apostasia que, irradiando-se de Jerusalém, contaminou a todos os filhos de Israel que viviam em Judá.

I. O QUE É A APOSTASIA

1. Definição. O termo apostasia é proveniente do vocábulo grego apostásis, que significa afastamento. É o abandono consciente e premeditado da fé que nos foi revelada por intermédio de Nosso Senhor Jesus Cristo (1 Tm 4.1). É o desvio que conduz à morte espiritual.
2. A apostasia de Israel. Constituiu-se esta, de um lado, no abandono do Único e Verdadeiro Deus, conforme revelado na Lei e nos Escritos Sagrados; e, do outro, no apego aos ídolos e aos costumes dos povos vizinhos.



II. UM BRADO CONTRA A APOSTASIA

Deus convocou Jeremias a fim de que bradasse contra a rebeldia da casa de Judá. Era a sua missão exortar o rei à obediência; conclamar os sacerdotes à santificação; desestimular os falsos profetas e alertar o povo quanto à desgraça que se avizinhava de suas fronteiras. A ordem do Senhor era mais do que explícita: "Vai e clama aos ouvidos de Jerusalém, dizendo: Assim diz o Senhor" (Jr 2.1,2). O profeta Jeremias haveria de:

1. Falar em nome do Senhor. Falaria ele em nome do Único e Verdadeiro Deus. Todo o Israel deveria reconhecer que Jeremias era, de fato, um autêntico profeta de Deus e não um mero crítico social. Como temos pregado a Palavra de Deus? Em nosso nome? Ou no nome de Cristo Jesus? À semelhança de Paulo, estejamos preparados a fim de expor com ousadia e integridade todo o conselho de Deus (At 20.7). Somente assim, teremos condições de erradicar a apostasia que ameaça a pureza da Igreja.
2. Ser autêntico e não politicamente correto. Este é o mal que atinge muitos pregadores: a síndrome do politicamente correto. Sacrificam a genuinidade do Evangelho no altar de interesses efêmeros e abomináveis. Jeremias, porém, fora chamado para ser autêntico. Tendo como único compromisso a proclamação da Palavra de Deus, ousou exortar o rei, os nobres e o povo.
Assumamos nossa posição como homens de Deus. Preguemos corajosamente a sua Palavra, ainda que isto venha a custar-nos a própria vida.
3. Anunciar ao povo a tragédia que os rondava. Do rei ao mais insignificante dos súditos, achavam todos que, apesar de seus muitos e grosseiros pecados, jamais seriam castigados pelo Senhor. Não eram israelitas? Não lhes pertenciam os pactos? Não estava o Santo Templo em sua terra? Por que seriam eles castigados por Deus? Jeremias, contudo, adverte-os: tal impunidade era ilusória. Se não se arrependessem, muito sofreriam sob o látego babilônico.
Temos falado a verdade à nossa geração? Ou a vimos iludindo com falácias e ilusões? Se não lhe falarmos de conformidade com a Palavra de Deus jamais veremos a alva (Is 8.20).





III. EM QUE CONSISTIA A APOSTASIA DE ISRAEL

Os filhos de Judá rebelaram-se contra o Senhor, esqueceram-se de todas as suas benignidades e voltaram-se para os ídolos. Na linguagem profética, equivalia isso a um divórcio entre a virgem filha de Sião e Jeová. Vejamos, pois, em que consistia a apostasia dos israelitas.

1. O afastamento de Jeová. De posse da Terra das Promissões, foram os filhos de Israel afastando-se de Deus e apegando-se aos ídolos das nações vizinhas. Diante da apostasia de seu povo, pergunta-lhes o Senhor: "Que injustiça acharam vossos pais em mim, para se afastarem de mim, indo após a vaidade e tornando-se levianos?" (Jr 2.5).
Que indagação pesarosa! Se Israel lhe era a possessão peculiar, e se do Senhor recebera tantas bênçãos, por que se desviou de seu Redentor? E, você, querido irmão? Por que deixou os caminhos do Senhor indo atrás de coisas vãs? Que mal fez-lhe Ele? Volte agora mesmo ao primeiro amor.
2. O esquecimento de Jeová. Os filhos de Israel não mais perguntavam por Jeová. Era como se o Todo-Poderoso, que os tirara com mão forte do Egito, não mais lhes representasse coisa alguma. Eles imaginavam que poderiam viver sem o seu Redentor (Jr 2.8). Será que o mesmo não acontece conosco? É hora de nos lembrarmos do primeiro amor! Se o crente não mais se importa com Deus, como poderá subsistir neste mundo de lutas e provações?
3. O desprezo pelas coisas divinas. Estas palavras não parecem ter sido escritas para a cristandade de nossos dias: "Houve alguma nação que trocasse os seus deuses, posto não serem deuses? Todavia, o meu povo trocou a sua glória pelo que é de nenhum proveito"? (Jr 2.11).
Se os filhos de Israel trocaram a glória de Deus pelos ídolos vãos, quantos de nós não estamos a trocar a simplicidade do Evangelho por teologias e modismos abomináveis que só trazem confusão e miséria espiritual. Urge voltarmos às origens do avivamento autenticamente pentecostal.


CONCLUSÃO

Os filhos de Judá caíram na apostasia. Desviaram-se do Senhor, correndo atrás de coisas efêmeras. A Palavra de Deus alerta-nos: "Mas o Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios" (1Tm 4.1).
Zelemos pela sã doutrina. E que nada nos desvie de Nosso Senhor Jesus Cristo. Em breve virá Ele buscar a sua Igreja. Se não estivermos preparados, como subsistiremos nesse grande dia?



Lição 3
18 de abril de 2010

Anunciando ousadamente a Palavra de Deus


TEXTO ÁUREO

"E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra"
(2 Cr 7.14).


VERDADE PRÁTICA

A Palavra de Deus não é para ser proclamada apenas aos incrédulos. Ela tem de ser ouvida e, incondicionalmente, acatada por aqueles que se chamam pelo nome de Deus.




LEITURA BÍBLICA EM CLASSE Jeremias 7:1-11


1 - A PALAVRA que da parte do SENHOR, veio a Jeremias, dizendo:
2 - Põe-te à porta da casa do SENHOR, e proclama ali esta palavra, e dize: Ouvi a palavra do SENHOR, todos de Judá, os que entrais por estas portas, para adorardes ao SENHOR.
3 - Assim diz o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel: Melhorai os vossos caminhos e as vossas obras, e vos farei habitar neste lugar.
4 - Não vos fieis em palavras falsas, dizendo: Templo do SENHOR, templo do SENHOR, templo do SENHOR é este.
5 - Mas, se deveras melhorardes os vossos caminhos e as vossas obras; se deveras praticardes o juízo entre um homem e o seu próximo;
6 - Se não oprimirdes o estrangeiro, e o órfão, e a viúva, nem derramardes sangue inocente neste lugar, nem andardes após outros deuses para vosso próprio mal,
7 - Eu vos farei habitar neste lugar, na terra que dei a vossos pais, desde os tempos antigos e para sempre.
8 - Eis que vós confiais em palavras falsas, que para nada vos aproveitam.
9 - Porventura furtareis, e matareis, e adulterareis, e jurareis falsamente, e queimareis incenso a Baal, e andareis após outros deuses que não conhecestes,
10 - E então vireis, e vos poreis diante de mim nesta casa, que se chama pelo meu nome, e direis: Fomos libertados para fazermos todas estas abominações?
11 - É pois esta casa, que se chama pelo meu nome, uma caverna de salteadores aos vossos olhos? Eis que eu, eu mesmo, vi isto, diz o SENHOR.

Palavra Chave: Templo
Do lat. templum. Santuário erigido em Jerusalém e consagrado ao culto do Único e Verdadeiro Deus.

REFLEXÃO
"Os profetas e os sacerdotes proferiam falsas garantias de paz ao povo em vez de correção. Como poderemos corrigir uma falha ou abandonar um pecado se nossos líderes disserem que tudo está bem?"

INTRODUÇÃO
Como a situação moral e espiritual de Judá era crítica, Deus ordenou ao seu profeta que se postasse na porta do Santuário; e, aqui, entre os adoradores e os ministros do altar, proferisse um duríssimo sermão. Era o derradeiro alerta à casa de Israel.
Se os filhos de Israel não viessem a se arrepender de suas apostasias, haveriam eles de ser entregues aos caldeus que lhes destruiriam as cidades, profanariam Jerusalém e deitariam por terra o mais caro de seus símbolos: o Templo Sagrado.
Infelizmente, as palavras de Jeremias caíram em ouvidos moucos e enfermos. Achavam os judeus que, pelo fato de estar a Casa de Deus entre eles, nenhum mal os alcançaria apesar de seus pecados.

I. JEREMIAS É CHAMADO A PREGAR NA PORTA DO TEMPLO

Por que a porta do Templo? Não seria mais cômodo o altar? Ou a praça central de Jerusalém? Por que teria o profeta de proclamar a Palavra de Deus num lugar nada convencional?
1. O ambiente da pregação. Era grave a situação de Judá. Jeremias, por conseguinte, não dispunha de tempo para expor um sermão diferençado aos sacerdotes, nem uma mensagem mais apropriada ao povo. Ele deveria proclamar a Palavra de Deus a todos os filhos de Judá (Jr 7.1,2). Por isso, ordenou-lhe o Senhor que se pusesse ele na porta do átrio exterior, pois assim teria acesso também ao átrio interno. E todos haveriam de lhe ouvir perfeitamente a voz.
Quão espinhosa era a missão do profeta!
2. Nossa responsabilidade. Nestes últimos dias, insta-nos o Senhor a expor a sua Palavra tanto ao mundo quanto à Igreja. Esta é nossa responsabilidade.
Proclamemos toda a Palavra de Deus enquanto é tempo. Confirmemos o restante que está por morrer (Ap 3.2). Se compactuarmos com o mundo, como nos haveremos diante do Cordeiro?
Sua igreja, obreiro, sabe que Cristo, em breve, virá buscar os santos? Suas ovelhas primam por uma vida de santidade como está escrito em 1 Pedro 1.15, sede vos também santos em toda a vossa maneira de viver? Ou se acham sem o azeite do Espírito para recepcionar o Noivo? Proclame a Palavra de Deus com amor, ousadia e integridade (At 20.27).

II. A MENSAGEM DE JEREMIAS

1. O alcance da mensagem de Jeremias. O profeta é energicamente inclusivo: do sumo sacerdote ao menor dos adoradores, todos são conclamados ao arrependimento: "Melhorai os vossos caminhos e as vossas obras, e vos farei habitar neste lugar" (Jr 7.3).
2. O chamado ao primeiro amor. Não está o Espírito Santo a conclamar-nos a voltar ao primeiro amor? (Ap 2.4,5). Obedecerá você a voz de Deus? Chorará aos seus pés até que lhe seja restabelecida a plena comunhão com o Cristo? Não há alternativas! Como escaparemos nós se negligenciarmos tão grande salvação? (Hb 2.3; 1 Pe 4.17).

III. JEREMIAS COMBATE A TEOLOGIA DO TEMPLO

Apesar das provações que, em breve, abater-se-iam sobre Judá, os judeus recusavam-se a ouvir a Palavra do Senhor. Rebatendo as advertências do profeta, alegavam: "Templo do Senhor; Templo do Senhor; Templo do Senhor é este" (Jr 7.4).

1. A teologia do Templo. Acreditavam eles que o Senhor jamais permitiria que Jerusalém fosse destruída, porque nela encontrava-se o Santo Templo. Como, pois, consentiria Ele na profanação da Cidade Santa? Afinal, o Templo custodiava-lhe a arca e perenizava-lhe o nome. Por isso, pressupunham-se, arrogantemente, seguros.
2. A desmistificação da teologia do Templo. Jeremias rebate energicamente a ilusória teologia. O compromisso de Deus não é com os símbolos ou com os ícones que o homem sedento de glória teima em criar; seu compromisso é com os que lhe guardam a Palavra e observam-lhe as alianças. Se lhe ouvirmos a voz e lhe observarmos os mandamentos, certamente Ele cumprirá a sua parte no concerto que firmou com o seu povo (Dt 4.40). Todavia, se lhe desconsiderarmos as ordenanças, arcaremos com todas as consequências de nossa rebeldia (2 Tm 2.12).
3. O comportamento reprovável dos judeus. Iludidos pelas falsas premissas de sua teologia, os judeus puseram-se a andar de apostasia em apostasia. Desprezavam a Deus. Adoravam as abominações dos gentios. E já maltratando os pobres e espezinhando os estrangeiros, em nada diferiam dos pagãos. Viviam como se lei não existisse. Adulteravam, roubavam e sangue inocente, derramavam. Depois, escarneciam dos mensageiros de Jeová. Em maldades, excediam as nações vizinhas. Como se nada tivesse acontecido, punham-se a exclamar: "Templo do Senhor; Templo do Senhor; Templo do Senhor é este".

IV. A LIÇÃO DE SILÓ

Buscando demovê-los daquela falsa segurança, declara-lhes Jeremias que ao Santo Templo estava reservado um destino semelhante à tenda de Siló, onde o nome do Senhor fora celebrado por longo tempo (Jr 7.14,15). Assim como aquele tabernáculo fora arruinado, arruinado também seria o Santo Templo em Jerusalém.

1. As teologias modernas. Muitas são as teologias que estão sendo erguidas para afrontar o Cordeiro. Tais aleijões vêm induzindo os fiéis a blasfemarem contra Deus e a se portarem irreverentemente diante do Cristo. Como se tudo isso não bastasse, somos assaltados ainda por arremedos homiléticos e litúrgicos, cujo único objetivo é corromper a sã doutrina, profanar o culto, espoliar os santos e deixar os pastores fiéis e verdadeiros em dificuldades. O sangue de Jesus tem poder!A teologia do Templo. Acreditavam eles que o Senhor jamais permitiria que Jerusalém fosse destruída, porque nela encontrava-se o Santo Templo. Como, pois, consentiria Ele na profanação da Cidade Santa? Afinal, o Templo custodiava-lhe a arca e perenizava-lhe o nome. Por isso, pressupunham-se, arrogantemente, seguros.
2. O perigo de nossos triunfos. Que Deus nos guarde de nossos triunfos e monumentos! À semelhança dos contemporâneos de Jeremias, podemos ser tentados a presumir sejamos poderosos em nós mesmos. Não! A nossa força vem daquEle que se fez fraco por amor de nós. Se andamos de vitória em vitória é porque Cristo está à nossa frente.
O Senhor não trabalha com monumentos; trabalha com homens, mulheres, jovens e crianças que se dispõem a servi-Lo e a viver somente para Ele.

CONCLUSÃO

Se os filhos de Judá se arrependessem de suas apostasias, o Senhor não os expulsaria da formosa terra nem permitiria fossem eles destruídos. Infelizmente, não perceberam o tempo de sua visitação.
Dias de trevas se aproximam! Como poderemos subsistir se não atentarmos com diligência à Palavra de Deus?
IGREJA, PREPAREMO-NOS PARA A VOLTA DE NOSSO SENHOR!


Lição 4
25 de abril de 2010

CHORANDO AOS PÉS DO SENHOR

TEXTO ÁUREO
"Senti as vossas misérias, e lamentai, e chorai; converta-se o vosso riso em pranto, e o vosso gozo, em tristeza" . Tg 4:9

VERDADE PRÁTICA
Quebrantemo-nos diante de Deus. Somente assim haveremos de viver um grande e singular avivamento. Ele quer e vai operar maravilhas no meio de seu povo. Mas é preciso chorar aos pés do Senhor.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Jr 9:1-3, 5-9
1-
Prouvera a Deus a minha cabeça se tornasse em águas, e os meus olhos, em uma fonte de lágrimas!
Então, choraria de dia e de noite os mortos da filha do meu povo.
2-
Prouvera a Deus eu tivesse no deserto uma estalagem de caminhantes! Então, deixaria o meu povo
e me apartaria dele, porque todos eles são adúlteros, são um bando de aleivosos;
3-
e estendem a língua, como se fosse o seu arco para a mentira; fortalecem-se na terra, mas não para
a verdade, porque avançam de malícia em malícia e a mim me não conhecem, diz o SENHOR.
5-
E zombará cada um do seu próximo, e não falam a verdade; ensinam a sua língua a falar a mentira;
andam-se cansando em obrar perversamente.
6-
A tua habitação está no meio do engano; pelo engano recusam conhecer-me, diz o SENHOR.
7-
Portanto, assim diz o SENHOR dos Exércitos: Eis que eu os fundirei e os provarei; por que, de que
outra maneira procederia com a filha do meu povo?
8-
Uma flecha mortífera é a língua deles; fala engano; com a sua boca fala cada um de paz com o seu
companheiro, mas no seu interior arma-lhe ciladas.
9-
Porventura, por estas coisas não os visitaria? diz o SENHOR; ou não se vingaria a minha alma de
gente tal como esta?


Palavra Chave: Lamentar
Nesta lição significa apelar, pleitear, interceder diante de Deus em favor do pecador.

REFLEXÃO
"O meu povo foi destruído, porque lhes faltou o conhecimento."
Oséias 4.6

INTRODUÇÃO

"Dá-me a Escócia, senão morrerei". Eis o lamento de John Knox ao ver seu país despencando no inferno. Ele bem sabia que, se Deus não interviesse na história da Escócia, já não lhe restaria qualquer esperança. Mas, devido ao seu clamor, lembrou-se o Todo-Poderoso dos escoceses, enviando-lhes um grande avivamento, cujos frutos ainda são abundantes.
O que faremos nós diante da gravíssima situação em que vive nosso país? À semelhança de Jeremias e John Knox, pranteemos e choremos enquanto é tempo. É hora de chorar! Nenhuma lágrima poderá ser poupada. Intercedamos junto a Deus por nosso país e por nossa cidade. Deus quer avivar ainda mais a Igreja, para que avivemos a nossa nação.

I. O LAMENTO DE JEREMIAS

Durante todo o seu ministério, outra coisa não fez Jeremias senão lamentar a sorte do rebelde e rebelado povo de Judá. Esta gente, que vivia de insolências e deboches, nenhum crédito concedia às palavras do profeta. Assim, vemos que o sofrimento de Jeremias chega ao clímax. Ele anseia pela solidão; deseja a morte.
1. O profeta das lágrimas. Vejamos por que Jeremias faz jus ao epíteto que para sempre o marcaria. Ante o lastimável estado moral e espiritual de seu povo, desmancha-se em lamentos: "Prouvera a Deus a minha cabeça se tornasse em águas, e os meus olhos, em uma fonte de lágrimas! Então, choraria de dia e de noite os mortos da filha do meu povo" (Jr 9.1). O teólogo espanhol Maximiliano Garcia Cordero sugere que este lamento é apenas um reflexo do que Deus estava sentindo por seu povo. Se o profeta assim sofria, quanto mais o amoroso, justo e santo Deus!
Temos sofrido por nossa família, igreja e nação? Ou já não nos importamos com os que vão morrendo sem ter esperança de ver Deus?

2. O profeta da solidão. Almeja o profeta retirar-se a um lugar deserto e ermo. Nesse retiro, não mais haveria de contemplar o deplorável estado moral e espiritual de seus contemporâneos: "Prouvera a Deus eu tivesse no deserto uma estalagem de caminhantes!" (Jr 9.2). O Senhor, porém, queria estivesse o profeta Jeremias em meio à sua gente, a fim de que todos soubessem que Ele jamais se ausentara da vida de seu povo.
De quando em quando não nos sentimos assim? Desejamos isolar-nos do mundo. Mas o Espírito Santo constrange-nos a mantermo-nos em nossa posição de atalaia. Foi por isso que o Senhor Jesus rogou ao Pai: "Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal" (Jo 17.15).
A seguir, os lamentos de alguns homens de Deus diante da ruína iminente de sua geração.


II. O LAMENTO DE SAMUEL

Arrolado entre os grandes intercessores do povo de Deus (Jr 15.1), o profeta Samuel viveu o seu momento mais difícil quando os hebreus, imitando os gentios, puseram-se a reivindicar um soberano secular (1 Sm 8.6). Como poderia Israel cometer tão grande ingratidão? Não era Deus o seu Rei? Por que não esperar pelo rei messiânico conforme prometera o Senhor ao moribundo patriarca Jacó? (Gn 49.10).
Se grande foi o lamento de Samuel, maior foi o de Deus: "Ouve a voz do povo em tudo quanto te disser, pois não te tem rejeitado a ti; antes, a mim me tem rejeitado, para eu não reinar sobre ele" (1 Sm 8.7).
Não estará Deus lamentando também por nós? Como estamos diante do Senhor Jesus? Ele ainda é o nosso Rei? Ou já o trocamos por coisas de nenhum valor? Ainda lhe aceitamos a soberania? Ou já coroamos o mundo como nosso amo e senhor?

III. O LAMENTO DE OSÉIAS

Oséias é considerado o Jeremias do Reino do Norte. À semelhança do profeta das lágrimas, muito sofreu por causa das apostasias das dez tribos. Foi através dele que o Senhor lançou um dos mais inexprimíveis lamentos das Sagradas Escrituras: "O meu povo foi destruído, porque lhe faltou o conhecimento" (Os 4.6).
Infelizmente, repete-se a triste e lamentável história. Quantos homens, mulheres e jovens não estão a apostatar da fé justamente por faltar-lhes o ensino da Palavra de Deus?
Eventos outros multiplicam-se nos púlpitos. Tais recursos, porém, jamais nos saciarão a fome e a sede pela Palavra. Nada substitui a explanação das Sagradas Escrituras. O que dizer das músicas? Muitas destas, tidas como evangélicas, comprovadamente não são para adorar o Criador, mas para enaltecer a criatura. Sim, até mesmo nas músicas temos de ser biblicamente corretos. A Igreja carece de mensagens legitimamente bíblicas, de doutrinas fundamentadas nas Sagradas Escrituras e de sermões que tenham como tema central o Senhor Jesus Cristo. Voltemos à mensagem pentecostal apregoada pelos pioneiros Daniel Berg e Gunnar Vingren: Jesus Cristo salva, batiza no Espírito Santo, cura os enfermos e, em breve, há de vir buscar os santos.
Se não houver conhecimento de Deus, pereceremos como o Israel do Antigo Testamento. Senhor, alimenta-nos com a tua Palavra! Se queremos, de fato, um avivamento singular, conscientizemo-nos de que este somente virá através da Palavra de Deus.

IV. O LAMENTO DE PAULO

Dos lamentos enunciados por Paulo, este é um dos mais eloquentes: "Ó insensatos gálatas! quem vos fascinou para não obedecerdes à verdade, a vós, perante os olhos de quem Jesus Cristo foi já representado como crucificado?" (Gl 3.1). Mais adiante, abre o apóstolo o seu coração: "Meus filhinhos, por quem de novo sinto as dores de parto, até que Cristo seja formado em vós" (Gl 4.19).
Como os gálatas, que haviam recebido o Evangelho de forma tão amorosa e sacrificial, deixaram-se seduzir por um evangelho que não era evangelho? O episódio, infelizmente, vem se reprisando. Igrejas são induzidas ao erro por modismos e doutrinas de demônios, como se tais asneiras fossem a última revelação de Deus. Muitos obreiros se deixam enganar por mercadorias que, apesar do brilho, não nos fazem mais ricos diante de Deus. Enquanto isso, vão os mercenários alargando as portas do inferno diante das ovelhas de Cristo.
O lamento de Paulo é ouvido nas orações dos pastores e obreiros que lutam por manter a sã doutrina e os bons costumes. Não haveremos de nos conformar com as novidades que, em essência, é a repetição da velha mentira do Éden. Atentemos a esta advertência de Paulo: "Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos e se apartem da simplicidade que há em Cristo" (2 Co 11.3).

CONCLUSÃO

É hora de clamar e chorar diante de Deus. É hora de derramar copiosas lágrimas aos pés de Cristo Jesus, rogando-lhe por um avivamento que nos remeta ao cenáculo. Se chorarmos por um avivamento, seremos consolados por uma poderosa visitação do Espírito Santo. Sim, é hora de chorar aos pés do Cordeiro de Deus. Nenhuma lágrima pode ser poupada.

Lição 5
02 de maio de 2010

O PODER DA INTERCESSÃO

TEXTO ÁUREO
"E, quanto a mim, longe de mim que eu peque contra o SENHOR, deixando de orar por vós; antes, vos ensinarei o caminho bom e direito"
(1 Sm 12.23).

VERDADE PRÁTICA
Orar é preciso; interceder é a obrigação de todo o povo de Deus.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Jr 14.1-3,7,8,10; 15.1.
1-
A palavra do SENHOR, que veio a Jeremias, a respeito da grande seca.
2-
Anda chorando Judá, e as suas portas estão enfraquecidas; andam de luto até ao chão, e o clamor
de Jerusalém vai subindo.
3-
E os seus mais ilustres mandam os seus pequenos buscar água; vêm às cavas e não acham água;
voltam com os seus cântaros vazios, e envergonham-se, e confundem-se, e cobrem a cabeça.
7-
Posto que as nossas maldades testifiquem contra nós, ó SENHOR, opera tu por amor do teu nome;
porque as nossas rebeldias se multiplicaram; contra ti pecamos.
8-
Oh! Esperança de Israel, Redentor seu no tempo da angústia! Por que serias como um estrangeiro
na terra e como o viandante que se retira a passar a noite?
9-
Por que serias como homem cansado, como valoroso que não pode livrar? Mas tu estás no meio de
nós, ó SENHOR, e nós somos chamados pelo teu nome; não nos desampares.
10-
Assim diz o SENHOR acerca deste povo: Pois que tanto amaram o afastar-se e não detiveram os pés;
por isso, o SENHOR se não agrada deles, mas agora se lembrará da maldade deles e visitará os seus
pecados.
1-
Disse-me, porém, o SENHOR: Ainda que Moisés e Samuel se pusessem diante de mim, não seria a
minha alma com este povo; lança-os de diante da minha face, e saiam.

Palavra Chave: Intercessão
Do lat. intercessionem. Súplica em favor de outrem. Sofrer com os que sofrem; chorar com os que choram.

REFLEXÃO
"A oração abre o seu coração para o poder transformador do Espírito Santo."
Jim George

INTRODUÇÃO
Jeremias foi um dos maiores intercessores da História da Salvação. Apesar da contumácia de Jerusalém, jamais esquecia os judeus em suas orações. Não se limitava a repreendê-los; ilitamitava-se na intercessão. É chegado, pois, o momento de nos desfazermos em contínuos e amorosos rogos, para que o Senhor apiede-se de nossa nação e reavive a sua Igreja.
A intercessão não é um ministério específico; é um dever de todos os crentes. Aliás, uma das mais graves iniquidades que um servo de Deus pode cometer é abandonar a oração intercessória.
Estamos intercedendo pelas almas perdidas? Suplicamos em favor da Igreja de Cristo? Oramos pelas autoridades? Ou já não damos importância à oração sacerdotal. Sem intercessão nenhum avivamento é possível.


I. O QUE É A INTERCESSÃO

Toda a intercessão é oração, mas nem toda a oração constitui-se em intercessão. Apesar da obviedade deste pensamento, encerra este um grande postulado teológico: o amor incondicional a Deus e ao próximo. Como seria maravilhoso se, em nossos devocionais, esquecêssemos de nós e de nossos problemas, e nos puséssemos a interceder pela Igreja, pelos que ainda não são Igreja e pelos que a Igreja hão de alcançar. Ajamos assim, e teremos mais resposta dos céus e menos orações frustradas.
1. Definição. A intercessão é a oração que fazemos a Deus em favor de outrem. Constitui-se numa das maiores demonstrações de amor, e faz parte das obrigações do verdadeiro cristão. A oração intercessória é conhecida também como oração sacerdotal, pois, neste ato, estamos representando, diante de Deus, as petições em prol de uma terceira pessoa. Assim agiu Abraão ao rogar pelas cidades de Sodoma e Gomorra (Gn 18.23-33).
2. A eficácia da oração intercessória. Não há oração tão eficaz quanto a intercessória. Haja vista a prece que Nosso Senhor endereçou ao Pai no jardim da agonia (Jo 17). Através da oração intercessória, estamos a demonstrar amor e altruísmo; provamos que o bem-estar do semelhante está acima do nosso. Moisés, por exemplo, chegou a abdicar de sua bem-aventurança eterna ao interceder pelos filhos de Israel: "Agora, pois, perdoa o seu pecado; se não, risca-me, peço-te, do teu livro, que tens escrito" (Êx 32.32). Esta sua intercessão foi tão forte, que levou Deus a poupar os rebelados israelitas. Paulo fez o mesmo concernente a Israel (Rm 9.3).
A seguir, veremos Jeremias, outro grande intercessor do Antigo Testamento, a lutar em oração pelos filhos de Judá.

II. JEREMIAS INTERCEDE POR JUDÁ

Não sabemos exatamente quando se deu a calamidade que o profeta descreve de forma tão bela e irretocável. O que sabemos é que, naquele instante tão grave, havia alguém disposto a interceder por sua nação.
Se a estiagem parecia devorar o Reino de Judá, as lágrimas de Jeremias, qual orvalho do Hermom, lá estavam para regar o coração do Deus, cujas misericórdias duram para sempre.
1. A intercessão. Mesmo sabendo que os filhos de Judá achavam-se afastados de Deus e mergulhados numa apostasia crônica, Jeremias intercede por eles: "Oh! Esperança de Israel, Redentor seu no tempo da angústia! Por que serias como um estrangeiro na terra e como o viandante que se retira a passar a noite?" (Jr 14.8).
Tem você intercedido pelos maus? Ou limita-se a orar somente pelos bons? Tem implorado por seus desafetos? Nossa obrigação é interceder por todos, porque Jesus incessantemente intercede por nós.
2. Deus rejeita a intercessão de Jeremias. Se Deus ouviu a intercessão de Moisés, rejeitará a de Jeremias. Declara o Senhor explicitamente ao profeta: "Não rogues por este povo para bem. Quando jejuarem, não ouvirei o seu clamor e quando oferecerem holocaustos e ofertas de manjares, não me agradarei deles; antes, eu os consumirei pela espada, e pela fome, e pela peste" (Jr 14.11,12; cf. 7.16; 11.14).
Estava o Senhor de tal forma irado, que haveria de ignorar até mesmo as petições de Samuel e de Moisés, caso os dois maiores intercessores da Antiga Aliança pudessem voltar à vida, para rogar em favor daqueles rebeldes (Jr 15.1,2).
3. A persistência da intercessão de Jeremias. Diante da recusa divina, o que faz Jeremias? Abandona seus compatriotas? Sente-se tranquilo por haver cumprido suas obrigações como atalaia de Deus? Seu ministério intercessório parecia destinado ao fracasso. Mas quando lemos os derradeiros capítulos de sua profecia, constatamos que, apesar daquele quadro tão desolador, achava-se o Senhor inclinado a socorrer o seu povo e a restaurar-lhe a sorte em tempo oportuno.
Continue a interceder por seus familiares, amigos e pelas almas que caminham para a perdição. No devido tempo, responderá o Senhor às suas petições.

III. POR QUE DEVEMOS INTERCEDER

Vejamos por que temos de exercer o ministério da intercessão. Aliás, como já frisamos, a intercessão não é um ministério específico; é uma obrigação de todo aquele que professa o nome de Cristo Jesus, o intercessor por excelência.
1. É uma recomendação bíblica. Explícita ou implicitamente, somos instados, do primeiro ao último livro das Sagradas Escrituras, a interceder. Como esquecer o exemplo de Abraão? Ou o sacrifício de Samuel? Ou a emocionada oração de Salomão no Templo Sagrado? E a agonia de Cristo no Getsêmani? A recomendação não deixa qualquer dúvida: "[...] orai uns pelos outros" (Tg 5.16; Cl 1.3; 4.3).
2. É uma demonstração do amor cristão. Não há maneira tão eficaz de se demonstrar o amor cristão quanto orar intercessoriamente. Experimente interceder! Mesmo esteja você enfrentando dores ou provações, interceda. No exato momento em que estiver orando pelos outros, alguém estará suplicando e chorando por você. O patriarca Jó livrou-se de seu cativeiro quando intercedia por seus amigos (Jó 42.7-12).
3. É um exercício de piedade. Muitos crentes esforçam-se por manter uma vida de intensa oração, mas não conseguem orar além de cinco ou dez minutos. Frustrados, põem-se a perguntar: "Como perseverar na oração?" A resposta é simples: quando estiver orando, esqueça-se de si e ponha-se a suplicar por todos aqueles que se acham em provações. Eis o segredo de uma poderosa e constante vida de oração.

CONCLUSÃO

Chegou o momento de cultivar o ministério da intercessão. Oremos como Jeremias. Aos pés de Cristo, choremos lágrimas compassivas e misericordiosas. Assim não intercedeu o Senhor Jesus por todos nós? Choremos pelos que sofrem. Supliquemos pelos que perecem. Que as nossas orações tenham como fundamento o amor altruísta e desinteressado.


Lição 6
09 de maio de 2010

AUTORIDADE DE DEUS

TEXTO ÁUREO
"Ou não tem o oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para desonra?"
(Rm 9.21).

VERDADE PRÁTICA
Em sua inquestionável soberania, Deus trata as suas criaturas como bem lhe aprouver. Submetamo-nos, pois, à sua perfeita, infinita e sábia vontade.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
1-
A palavra do SENHOR, que veio a Jeremias, dizendo:
2-
Levanta-te e desce à casa do oleiro, e lá te farei ouvir as minhas palavras.
3-
E desci à casa do oleiro, e eis que ele estava fazendo a sua obra sobre as rodas.
4-
Como o vaso que ele fazia de barro se quebrou na mão do oleiro, tornou a fazer dele outro vaso,
conforme o que pareceu bem aos seus olhos fazer.
5-
Então, veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo:
6-
Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? diz o SENHOR; eis que, como o
barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel.
7-
No momento em que eu falar contra uma nação e contra um reino, para arrancar, e para derribar, e
para destruir,
8-
se a tal nação, contra a qual falar, se converter da sua maldade, também eu me arrependerei do mal
que pensava fazer-lhe.
9-
E, no momento em que eu falar de uma gente e de um reino, para o edificar e para plantar,
10-
se ele fizer o mal diante dos meus olhos, não dando ouvidos à minha voz, então, me arrependerei do
bem que tinha dito lhe faria.

Palavra Chave: Soberania de Deus
Do lat. super. Autoridade inquestionável que Deus exerce sobre todas as coisas criadas no céu e na terra.

REFLEXÃO
"[...] O meu conselho
será firme, e farei toda
a minha vontade."
Isaías 46.10

INTRODUÇÃO

O capítulo 18 de Jeremias é conhecido como a Parábola da Soberania de Deus. A passagem talvez não seja muito apreciada pelos calvinistas extremados por mostrar que Deus, conquanto absoluto e inquestionável, não é arbitrário. Suas ações acham-se baseadas em suas bondades e perfeições.
Que riquíssima lição sobre a eleição e a predestinação. Embora sejam estes temas tidos como incompreensíveis e complexos por algumas escolas teológicas, o Senhor, através da arte do oleiro, mostra serem ambos os temas perfeitamente compreensíveis e harmônicos.
Desçamos à casa do Oleiro. E, aqui, em meio às ferramentas de seu ofício, conheçamos a soberana vontade de Deus consoante a Israel, aos gentios e à nossa própria vida.

I. A VISITA À CASA DO OLEIRO

1. A casa do oleiro. Achava-se localizada, provavelmente, no extremo sul de Jerusalém, nas cercanias da Porta do Oleiro e do Vale dos Filhos de Hinon. Nesse logradouro, os oleiros desempenhavam suas atividades e, coletivamente, defendiam seus interesses.
2. Seus instrumentos de trabalho. Posto que eficazes, eram bem simples os instrumentos dos oleiros: constituíam-se de duas rodas superpostas. A inferior, acionada com os pés, movimentava a superior, onde o oleiro colocava a argila, a fim de moldá-la de acordo com a sua concepção. E, assim, em movimentos simples, mas seguros, era o barro transformado em vasos e outras vasilhas tão úteis no dia-a-dia das senhoras hebréias
3. A visita à casa do oleiro. Buscava Deus, com esta parábola, deixar uma importante lição para os filhos de Israel. Pensavam estes que, pelo simples fato de serem descendência de Abraão, achavam-se a salvo dos juízos e dos castigos divinos. O Senhor, porém, mostra-lhes que todos, judeus e gentios, nos encontramos sob a sua jurisdição. Assim como o oleiro tem poder sobre a argila, de igual modo trata-nos Deus consoante à sua soberania, levando sempre em conta, naturalmente, o livre-arbítrio com que Ele nos dotou.
Para se compreender melhor a parábola do Oleiro, é necessário que se estude os capítulos nove, dez e onze da Epístola de Paulo aos Romanos. No capítulo nove, discorre o apóstolo acerca da eleição de Israel; no dez, fala sobre a rejeição de Israel como povo eleito; e no onze, trata da futura reconciliação de Israel com o Messias. Aos que não aceitam a forma como Deus trata com o seu povo, aduz Paulo: "Ou não tem o oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para desonra?" (Rm 9.21).

II. A SOBERANIA DE DEUS

A soberania de Deus é uma das mais difíceis doutrinas das Sagradas Escrituras. E só viremos a entendê-la corretamente, se nos mantivermos centrados nas Sagradas Escrituras, sem nos desviarmos nem para o predestinacionismo absoluto e cego nem para o chamado deísmo.
1. Definição. A soberania de Deus é a autoridade inquestionável que Ele exerce sobre todas as coisas criadas, quer na terra, quer nos céus, de tudo dispondo conforme os seus conselhos e desígnios. Sua soberania está baseada em sua onipotência, onipresença e onisciência. Deus é absoluto e necessário - todos precisamos dEle para existir; sem Ele, não há vida nem movimento
2. Soberania não é arbitrariedade. A soberania é um instrumento legítimo de Deus, através da qual executa Ele toda a sua vontade, visando a plena consecução de seus decretos.
Sendo infinitamente santo e justo, e Criador de quanto existe, tem o Senhor Deus autoridade sobre todas as criaturas morais, e tudo fará a fim de que o seu plano redentivo seja integral e perfeitamente cumprido. Deus jamais criaria uns para a salvação e outros para a danação eterna. Isto contrariaria os dois principais atributos de sua bondade: santidade e justiça.
3. Eleição e predestinação. Como entender ambas as doutrinas? A predestinação é universal. Ou seja: Deus, em seu profundo e inigualável amor, predestinou todos os seres humanos à vida eterna (Jo 3.16). Por conseguinte, ninguém é chamado à vida para ser lançado no lago de fogo que, conforme bem o acentuou Jesus, fora preparado para o Diabo e aos seus anjos (Mt 25.41). Cumpre ressaltar, porém, que o fato de o homem ser predestinado à vida eterna não lhe garante a posse compulsória desta. É necessário creia ele no Evangelho e aceite e persevere em seguir a Jesus, a fim de que seja havido por eleito de Deus.
Nossa eleição, portanto, tem como base a soberania e a presciência divinas: geleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo: graça e paz vos sejam multiplicadash (1 Pe 1.2).
4. O profeta Jeremias e a soberania de Deus. No capítulo dezoito de Jeremias, o Senhor está a ensinar-nos uma grande lição: embora hajamos sido escolhidos para ser a sua particular herança, devemos cumprir as cláusulas da aliança que Ele conosco estabeleceu por intermédio de Cristo Jesus (Hb 12,23,24). Caso contrário: haveremos de ser reprovados como o foram os israelitas. Não basta ser filho de Abraão; é necessário fazer as obras de Abraão (Mt 3.9; Jo 8.39).

III. O CRENTE E A VONTADE DE DEUS

É chegado o momento de encararmos com mais seriedade a soberania de Deus. O mesmo Oleiro que de uma argila disforme formou Israel, também chamou-nos de entre as nações, constituindo-nos um povo santo, especial e de boas obras (Tt 2.14).
Como estamos encarando a soberania de Deus? Temos considerado a sua vontade? Ou achamos que, frágeis vasos, temos autoridade sobre o Oleiro? Humildemente, oremos: "Seja feita a tua vontade assim na terra como no céu".

CONCLUSÃO

É chegado o momento de nos submetermos à vontade de Deus. Ele é o Oleiro; nós, apenas a argila. De acordo com a sua soberania, estará trabalhando em nossas vidas. Uns, vasos de honra; outros, de desonra (2 Tm 2.20). Submetamo-nos, pois, à sua vontade, a fim de que Ele, de conformidade com o seu querer, opere abundantemente em nossa vida.

Um comentário:

  1. Paz,

    Parabéns, pelo seu trabalho neste blog. Que Deus em Cristo Jesus lhe continue abençoando poderosamente.

    Estou seguindo o vosso blog.

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    Um abraço, Alexandre Pitante.

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